Rollerskating.
Um fone de ouvido, boa música, patins no pé.
Dá pra pedir mais. Sempre.
Mas tá bem bom.
Rollerskating.
Um fone de ouvido, boa música, patins no pé.
Dá pra pedir mais. Sempre.
Mas tá bem bom.
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
O método mais difícil da epistemologia de si.
Vence quem não depende de máscaras.
Tem coragem?
Within.


Esse é o tema da 36th Bienal Internacional de Artes de São Paulo. Sempre me pergunto se realmente atinge a reflexão que intenta – ou se a estrutura do modelo (filas, muita gente, comidas e cafés caros, milhares de obras justapostas e pouca mediação) já a impossibilita na sua base.
Mas… tem a entrada gratuita.
E o espaço para discussões importantes sobre saberes ancestrais, visibilidades para vozes e práticas minoritárias, com muito espaço para artistas Sul-Sul.
Como leiga e paulistana ansiosa (seria redundante)?, a experiência é confusa. Demandaria mais imersão. E quem tem tempo? Saí com algumas inquietações – a principal delas sendo como promover espaços de conexão — de fato.
No sentido que, para muita gente, é um encontro epistêmico, digamos, fronteiriço (para dizer o mínimo).
As obras com nudez agora ficam em espaços isolados, com aviso de necessidade de maioridade — talvez uma resposta para uma imagem que circulou no auge do bolsonarismo de uma criança assistindo a uma performance de um homem nu (era uma das bienais? sem paciência pra checar).
Mas tem também salas para pausa de neurodivergentes – se a experiência sensorial for overwhelming (deu vontade de entrar).
Me sinto sem letramento artístico. Muitas obras de tecidos variados, panos pendurados. Fiquei me perguntando sobre a estética e qual seria a “tendência” — se é que essa pergunta é politicamente correta no mundo das artes ou se já entrou em desuso por alguma discussão fervorosa a qual não me atentei.
E tem aquilo que nos toca sem explicação. Eu simplesmente amei o manequim dessa criança com o cérebro para fora do crânio. Inúmeras elocubrações possíveis, inclusive de psicanálise de boteco. Para o meu cérebro cansado (eita!), fica o gostei e pronto.
E aquelas que dão visibilidade à sexualidade feminina são sempre insurgentes e necessárias… me tocam profundamente.
No mais, aquela vontade de entender o que se passa pela cabeça-corpo-espaço de alguns artistas — ou de mim mesma — ou do encontro entre daqueles que lá estavam e tudo isso.
Tem sempre a necessidade de presença sensorial e afetiva. Um ativo raro nos dias de hoje. E a velha-nova discussão sobre a tal da função social da arte.
“Paranoia ou mistificação?”
Irei novamente.
Interessante me conectar com o olhar curioso e encantado da minha juventude, quando estava descobrindo e amando tudo isso. Um sentimento que sempre tento retornar: a arte e a educação pareciam respostas. Às vezes acho que Adorno estava certo. Mas não precisa. Captou uma parte. Não tudo. Sobram alguns encantos. Tenho alguns lapsos em meio a esses pés cansados e desiludidos.







A legenda é o sorriso.
We
Just
Stopped
Trying?


Fé em deus, que ele é justo, meu irmão
Nunca se esqueça.
Na guarda, guerreiro, levanta a cabeça.
Truta, onde estiver, seja lá como for.
Tenha fé.
Porque até no lixão nasce flor.
*
Firmão, segue quente.
Licença aqui. Desculpa aí.
Eu me sinto às vezes, meio pá, inseguro, que nem um vira-lata, sem fé no futuro
*
Vem alguém lá. Quem será, quem será.
A confiança é uma mulher ingrata (…) cão de b.. e saia.
Sem culpa e sem chance.
Tenta abrir a boca, ia nessa sem saber, cê vê, vida loka…
Impostor… passa por malandro.
*
A inveja existe. De cada dez, cinco é na maldade.
A mãe do pecado, capital é a vaidade.
*
Verme é verme, é o que é.
Rastejando no chão, sempre embaixo do pé.
*
Sou guerreiro do Rap, sempre em alta voltagem.
Um por um.
Deus por nós.
Tô aqui de passagem.
*
Fala uma, duas, três.
Na quarta, xeque-mate — que nem no xadrez.
Eu não tenho dom pra vítima.
Justiça e liberdade. A causa é legítima.
Meu rap faz o cântico, dos loucos e dos românticos.
Vou no sorriso de criança onde eu for.
*
Pros parceiro, eu tenho a oferecer minha presença.
Talvez até confusa,
Mas leal e intensa.
*
É o ponto que eu peço.
Favela e fundão.
Imortal nos meus versos.
*
Vida loka – Racionais. Parte 1- A poesia e cura da periferia de São Paulo
Me & Freud

Me & Karl Marx, leading the revolution

P.S.: Presentinhus do Geoffrey Scarmelote, que se diverte com minhas fotos na IA.