Quem sou eu, pra mim?
E quem o meio quer que eu seja?
Um personagem no teatro psíquico de outrem?
Não mais.
E pagaremos o preço.
Quantas
Vezes
For
Necessário.
Quem sou eu, pra mim?
E quem o meio quer que eu seja?
Um personagem no teatro psíquico de outrem?
Não mais.
E pagaremos o preço.
Quantas
Vezes
For
Necessário.
Advogados
Friezas
Não-ditos
A minha raiva
O meu agradecimento
As dores ocultas
O horizonte foggy que começa entre as ruínas.
“Que todas as formas de amor que criamos encontre um ponto bonito de descanso dentro de nós. E o que restante se cure.”
“Que assim seja. Um abraço apertado”
Mulher negra
Que dormia na nove de julho
Que me dizia bom dia
Que um dia me chamou de “linda”
E eu senti no coração que a beleza vinha de você
Eu nunca mais te vi
Mas a você acendo essa vela
Eu queria poder ter feito mais
Espero que o seu espírito
Esteja livre
Que não tenha humilhação
Nem dor
Nem abandono
Que a sua pureza
Encontre o leito eterno dos justos
Essa vela é pra você
Deusa, descanse no amor que vc nunca recebeu
Mas que nunca precisou
Porque o amor…
Era você


For a better game.
No abraço que eu queria te dar
No abraço que eu nunca me dei
E nesse ciclo de amor e desamor
Eu poderia rimar
Com “me achei”
Seria uma rima
Não uma solução
Eu queria ainda te amar, apesar de tudo.
Chega um tempo que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem o rude trabalho.
E o coração está seco.
*
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra seus olhos resplandecem enormes.
És toda a certeza, já não sabes sofrer.
E nada espera de teus amigos.
*
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
*
Do eterno,
Carlos Drummond de Andrade.
MST e Candomblé
E a pulsão.
“Luta sem direção é destruição”

Quem sofreu injustiça
Não tem direito de praticar injustiça
O critério último deve ser a consciência
Os conscientes-inconscientes
Eis a luta de classes psíquica
A humanidade
E a honestidade contagiante
Daqueles que se reconciliaram com a vida
Mesmo quando a fé enfrentou
As labaredas da morte
Não da física
Mas de observar o mais profundo engano:
o da alma humana que quer salvar a si
fazendo sofrer a outrem
(Poema baseado nos escritos e na leitura de Viktor Frankl)
The city I can’t stop loving
A living hell
Then, this.
Do avesso, do avesso
Buquês de flores mortas.
Num lindo arranjo
Pronto pra dizer:
Não.

For the artists out there: your poetry matters.
With much,
Respect.