

Quem sofreu injustiça
Não tem direito de praticar injustiça
O critério último deve ser a consciência
Os conscientes-inconscientes
Eis a luta de classes psíquica
A humanidade
E a honestidade contagiante
Daqueles que se reconciliaram com a vida
Mesmo quando a fé enfrentou
As labaredas da morte
Não da física
Mas de observar o mais profundo engano:
o da alma humana que quer salvar a si
fazendo sofrer a outrem
(Poema baseado nos escritos e na leitura de Viktor Frankl)
The city I can’t stop loving
A living hell
Then, this.
Do avesso, do avesso
Buquês de flores mortas.
Num lindo arranjo
Pronto pra dizer:
Não.

For the artists out there: your poetry matters.
With much,
Respect.
Rollerskating.
Um fone de ouvido, boa música, patins no pé.
Dá pra pedir mais. Sempre.
Mas tá bem bom.
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
Hay que endurecerse sin perder la ternura jamás.”
O método mais difícil da epistemologia de si.
Vence quem não depende de máscaras.
Tem coragem?
Within.


Esse é o tema da 36th Bienal Internacional de Artes de São Paulo. Sempre me pergunto se realmente atinge a reflexão que intenta – ou se a estrutura do modelo (filas, muita gente, comidas e cafés caros, milhares de obras justapostas e pouca mediação) já a impossibilita na sua base.
Mas… tem a entrada gratuita.
E o espaço para discussões importantes sobre saberes ancestrais, visibilidades para vozes e práticas minoritárias, com muito espaço para artistas Sul-Sul.
Como leiga e paulistana ansiosa (seria redundante)?, a experiência é confusa. Demandaria mais imersão. E quem tem tempo? Saí com algumas inquietações – a principal delas sendo como promover espaços de conexão — de fato.
No sentido que, para muita gente, é um encontro epistêmico, digamos, fronteiriço (para dizer o mínimo).
As obras com nudez agora ficam em espaços isolados, com aviso de necessidade de maioridade — talvez uma resposta para uma imagem que circulou no auge do bolsonarismo de uma criança assistindo a uma performance de um homem nu (era uma das bienais? sem paciência pra checar).
Mas tem também salas para pausa de neurodivergentes – se a experiência sensorial for overwhelming (deu vontade de entrar).
Me sinto sem letramento artístico. Muitas obras de tecidos variados, panos pendurados. Fiquei me perguntando sobre a estética e qual seria a “tendência” — se é que essa pergunta é politicamente correta no mundo das artes ou se já entrou em desuso por alguma discussão fervorosa a qual não me atentei.
E tem aquilo que nos toca sem explicação. Eu simplesmente amei o manequim dessa criança com o cérebro para fora do crânio. Inúmeras elocubrações possíveis, inclusive de psicanálise de boteco. Para o meu cérebro cansado (eita!), fica o gostei e pronto.
E aquelas que dão visibilidade à sexualidade feminina são sempre insurgentes e necessárias… me tocam profundamente.
No mais, aquela vontade de entender o que se passa pela cabeça-corpo-espaço de alguns artistas — ou de mim mesma — ou do encontro entre daqueles que lá estavam e tudo isso.
Tem sempre a necessidade de presença sensorial e afetiva. Um ativo raro nos dias de hoje. E a velha-nova discussão sobre a tal da função social da arte.
“Paranoia ou mistificação?”
Irei novamente.
Interessante me conectar com o olhar curioso e encantado da minha juventude, quando estava descobrindo e amando tudo isso. Um sentimento que sempre tento retornar: a arte e a educação pareciam respostas. Às vezes acho que Adorno estava certo. Mas não precisa. Captou uma parte. Não tudo. Sobram alguns encantos. Tenho alguns lapsos em meio a esses pés cansados e desiludidos.







A legenda é o sorriso.