O fim

Advogados

Friezas

Não-ditos

A minha raiva

O meu agradecimento

As dores ocultas

O horizonte foggy que começa entre as ruínas.

“Que todas as formas de amor que criamos encontre um ponto bonito de descanso dentro de nós. E o que restante se cure.”

“Que assim seja. Um abraço apertado”

Você

Mulher negra

Que dormia na nove de julho

Que me dizia bom dia

Que um dia me chamou de “linda”

E eu senti no coração que a beleza vinha de você

Eu nunca mais te vi

Mas a você acendo essa vela

Eu queria poder ter feito mais

Espero que o seu espírito

Esteja livre

Que não tenha humilhação

Nem dor

Nem abandono

Que a sua pureza

Encontre o leito eterno dos justos

Essa vela é pra você

Deusa, descanse no amor que vc nunca recebeu

Mas que nunca precisou

Porque o amor…

Era você

Could not hope

For a better game.

Pensei

No abraço que eu queria te dar

No abraço que eu nunca me dei

E nesse ciclo de amor e desamor

Eu poderia rimar

Com “me achei”

Seria uma rima

Não uma solução

Eu queria ainda te amar, apesar de tudo.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem o rude trabalho.

E o coração está seco.

*

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra seus olhos resplandecem enormes.

És toda a certeza, já não sabes sofrer.

E nada espera de teus amigos.

*

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.

*

Do eterno,

Carlos Drummond de Andrade.

A esquerda da esquerda

MST e Candomblé

E a pulsão.

“Luta sem direção é destruição”

Friends

For the women out there: we care.

Labaredas da fé

Quem sofreu injustiça

Não tem direito de praticar injustiça

O critério último deve ser a consciência

Os conscientes-inconscientes

Eis a luta de classes psíquica

A humanidade

E a honestidade contagiante

Daqueles que se reconciliaram com a vida

Mesmo quando a fé enfrentou

As labaredas da morte

Não da física

Mas de observar o mais profundo engano:

o da alma humana que quer salvar a si

fazendo sofrer a outrem

(Poema baseado nos escritos e na leitura de Viktor Frankl)

Dead-living-flowers

The city I can’t stop loving

A living hell

Then, this.

Do avesso, do avesso

Buquês de flores mortas.

Num lindo arranjo

Pronto pra dizer:

Não.

São Paulo – Avenida Paulista com a Brigadeiro Luís Antônio – Entardecer pós-chuva – Terça-feira – 31.03.2026

For the artists out there: your poetry matters.

With much,

Respect.

Back to a passion

Rollerskating.

Um fone de ouvido, boa música, patins no pé.

Dá pra pedir mais. Sempre.

Mas tá bem bom.