Não se tem.
Mas a pergunta é:
Realmente importa?
Não se tem.
Mas a pergunta é:
Realmente importa?
Pai.
“Desde quando cheguei a este lugar
Muitos anos se passaram
Quando estou cansado, descanso;
Quando estou bem, pego as sandálias e caminho.
Não me preocupo com o louvor dos outros,
Nem me lamento de seu desprezo
Com este corpo, recebido dos pais
Abandono-me ao meu destino,
Alegremente.”
Siron Franco

De não ser curtida
De não ser lida
De não.
Ia ser um dia qualquer, mas alguém me parou na frente de um sebo
E:
“Você sabe o que é uma rocha metamórfica?”

Os constrangimentos.
A cumplicidade.
Os estranhamentos.
A falsa amizade.
A curiosidade.
Os silêncios.
O desajeitado.
O fim.
Os fragmentos.
A morte.
A morte do homem.
O retorno da imaginação.
Você sobrevive ao sutil?
Saindo da aula de um professor, ouvi dele desculpas. “Eu peço desculpas por esse mundo trágico que estamos deixando.”
Senti um forte pesar por essa frase. Talvez o mais triste desse momento pandêmico é ver a tristeza nos olhos daqueles que tanto lutaram — e ainda percebem essa trajetória como insuficiente.
Isso me doi mais que qualquer futuro ou qualquer presente que eu tenha que enfrentar.
O mundo que eu quero é aquele que não machuca aqueles que nele vivem ou viveram.
Não, não peça desculpas.