Me & Freud

Me & Karl Marx, leading the revolution

P.S.: Presentinhus do Geoffrey Scarmelote, que se diverte com minhas fotos na IA.
Me & Freud

Me & Karl Marx, leading the revolution

P.S.: Presentinhus do Geoffrey Scarmelote, que se diverte com minhas fotos na IA.
Depois de uma noite mal dormida, duas reuniões, uma disciplina de quatro horas, lembrar que não almocei, olhar o esmalte da unha lascado, o batom ainda na boca, talvez tenha escovado os dentes com vinho, o amigo que separou e mora em um flat e redescobriu a fantasia, o amigo que teve mais uma recaída, a minha própria fraqueza, a dor que esbarra na insegurança dos outros e todas essas coisas que não são amor. O estado poético de deito na não-relva, não sei a verdade e não sou feliz. O aluno que diz que foi viciado em crack. E vc lembra da universidade pública e das cotas e da beleza de tudo isso. E da luta política tão cansativa. E do resultado, pífio, que vem só no tempo histórico. E desse fluxo de pessoas que sabem amar e que, às vezes, isso te atravessa. Esse estado de (en)mavarilhosamento à-la-Guimarães Rosa. O belo é o umbral. E vc sai e vê a pobreza. E dá essa vontade de morrer. E nada é tão belo assim. Vc lembra da antiga professora da USP que dizia pra não usar a classe trabalhadora como LSD. E isso tudo é tão cansativo. E também não é. Me sinto viva. E outras pessoas são luminosas. Voltei pra casa em estado de flight. Encontrei um amigo em um date de app no bar da esquina. Disse “desculpa atrapalhar o que talvez seja um date”. E a sutileza de olhares meso-constrangindos porque voilá. Dia bom. Esse estado poético sem rima, confuso, que não seria possível sem a luz-sombra de ustedes. Deito na cama. Alguém grita. Vai curintia! Dou uma gargalhada e penso que gostaria de estar bêbada-chapada. O amanhã? Um perspectivismo semiótico sem importância. Me vem à memória aquele emoji de olhos arregalados. Esse abaixo. Maybe.

Só que sorrindo.

Atravessar a comunidade
Pra chegar nessa décima maravilha
Em cima, o crack corre solto entre as galinhas
Tem lugar pra todo mundo
Pra drogado, puta, criança e até pra gringo
*
Lembro de ler um poema do Vladimir Maiakovski
Que dizia
“Em algum lugar, dizem que no Brasil, há um homem feliz”
Ele só esqueceu de acrescentar
Que esse lugar é Salvador, Bahia.
*
Tem o riso solto que te desmancha
O nó daquele que ama
Encantada com os seus problemas
A cidade cuja lágrima se materializa em poemas


Alguém te desejar o bem
A escolha profunda
Que não vem da troca
Mas de ser quem se é
E a coragem
De ofertar
O que não recebeu
E até o que se acha que não se tem


Sem poesia cantada
Aqui a luz reluz em muitos
Não são necessárias palavras
Se há um lugar feliz
Eu diria que é aqui.
Obrigada pela cura
Não sabia que havia busca
Mas encontrei.



Um drink
Boa musica
E São Paulo.


Sonhar não é proibido.
Certamente não agora.
A IA simplesmente inferiu* que a referência sutil seria o panóptico?
* inferência probabilística, não lógica.




e ativistas
do
oculto
também
se escondem
na noite.
se o diabo
veste farda,
os anjos
às vezes são
invisíveis.
mas nem tanto

Post-scriptum-larger-than-the-poem
O escritos anônimos de rua e de porta de banheiro sempre me fascinaram. Esse público-privado sem autoria. Um grito-silêncio que invade o cotidiano.
Mais uma das mil coisas que desejo estudar e escrever…. Invejo os antropólogos que estudam essas “sujas” obras-primas.
A dor é crua. Sem cozimento neurótico. Against method.