Fé em deus, que ele é justo, meu irmão

Nunca se esqueça. 

Na guarda, guerreiro, levanta a cabeça.

Truta, onde estiver, seja lá como for. 

Tenha fé. 

Porque até no lixão nasce flor. 

*

Firmão, segue quente.

Licença aqui. Desculpa aí. 

Eu me sinto às vezes, meio pá, inseguro, que nem um vira-lata, sem fé no futuro

*

Vem alguém lá. Quem será, quem será. 

A confiança é uma mulher ingrata (…) cão de b.. e saia. 

Sem culpa e sem chance.

Tenta abrir a boca, ia nessa sem saber, cê vê, vida loka… 

Impostor… passa por malandro. 

*

A inveja existe. De cada dez, cinco é na maldade. 

A mãe do pecado, capital é a vaidade. 

*

Verme é verme, é o que é.

Rastejando no chão, sempre embaixo do pé. 

*

Sou guerreiro do Rap, sempre em alta voltagem.

Um por um.

Deus por nós.

Tô aqui de passagem. 

*

Fala uma, duas, três.

Na quarta, xeque-mate — que nem no xadrez.

Eu não tenho dom pra vítima. 

Justiça e liberdade. A causa é legítima. 

Meu rap faz o cântico, dos loucos e dos românticos. 

Vou no sorriso de criança onde eu for. 

*

Pros parceiro, eu tenho a oferecer minha presença.

Talvez até confusa,

Mas leal e intensa.

*

É o ponto que eu peço. 

Favela e fundão.

Imortal nos meus versos. 

*

Vida loka – Racionais. Parte 1- A poesia e cura da periferia de São Paulo